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Fundação Sino-Latino de Macau

A Fundação Sino-Latina de Macau é uma instituição privada sem fins lucrativos que se dedica à promoção e consolidação do papel de Macau como elo privilegiado de ligação entre a R.P.China e o resto da região ãsia-Pacífico com todos os países de língua latina do mundo, nomeadamente da Europa, ãfrica e América-Latina, regiões essas que se tornarão centros de dinamismo económico e cultural no século XXI.

TRABALHO EM EXPANSÃO!

HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO 

A ideia de aproveitar e desenvolver as ligações naturais de Macau com os países de língua latina surgiu e foi discutida amplamente entre académicos, durante várias conferências regionais em Hong Kong, Macau e Guangdong, nos princípios de 1990. A iniciativa foi também apoiada por muitos académicos de Beijing, Xangai, Nanjing, Xiamen, Taipei, Singapura, Tóquio, bem como da Europa, EUA e Brasil.

A partir de 1993, um grupo de especialistas internacionais provenientes do Hawai, Tóquio, Espanha, Portugal e Beijing foi convidado a vir a Macau para realizar um estudo de viabilidade. Na sequência de encontros com uma ampla variedade de pessoas de diferentes instituições péblicas e privadas de Macau, apresentou um relatório ao Governador em Agosto de 1995, recomendando vivamente fundar-se um Centro Latino-Chinês ou uma fundação em Macau, como uma instituição privada de investigação e de preservação cultural. O relatório foi então analisado e estudado por alguns membros que fazem agora parte do seu Conselho Directivo, com o apoio de dois assessores jurídicos locais, que tinham elaborado os estatutos da Fundação Sino-Latina de Macau.

Os estatutos de constituição da Fundação, como instituição de direito privado, foram publicados no Boletim Oficial ní 44, de 30 de Outubro de 1996. Foi-lhe depois concedido o reconhecimento pelo Governador de Macau, General Rocha Vieira, pelo Despacho ní 91/GM/96, publicado no B.O. ní 46, de 13 de Novembro.

O fundo inicial da Fundação foi generosamente doado pelos membros fundadores.

 

OBJECTIVOS E ACTIVIDADES PRINCIPAIS

A Fundação visa a valorização e o aprofundamento das relações entre as populações de Macau, China, União Europeia e de outras regiões de língua latina, através do fomento de actividades de carácter cultural, educativo e de investigação.

Para este fim, poderá a Fundação, designadamente:

A homepage da MSLF dá prova do crescimento rápido desta nova instituição. Nos próximos meses, a homepage irá ter muito mais informações relativas à Fundação, Macau, e oportunidades de estudos e comércio. Apresentaremos resultados dos estudos, publicações, actividades e elos sobre sítios importantes de Macau, China, Europa, ãfrica e América-Latina. Precisamos do seu apoio no nosso crescimento. Esperamos que consulte a nossa homepage com regularidade no sentido de ter uma ideia sobre novidades, serviços, assuntos e actividades que estamos disponíveis a oferecer.

FEEDBACK

(mslf@macau.ctm.net)

A MSLF está muito empenhada no seu papel de "ponte" entre culturas, organizações e povos. Estamos muito interessados em ouvir o que você tem para falar, já que você é um dos fins daquela ponte. Que tipo de serviços e contactos que mais lhe interessam? Que tipo de questões que desejam levantar? Como é que acha que a nossa instituição lhe poderá ser mais étil? Faça favor de nos enviar as suas questões e comentários, que responderemos com a maior disponibilidade. Faça igualmente favor de verificar regularmente a nossa home page para ver novidades e serviços acrescentados.

PORQUÊ MACAU? PORQUÊ A FUNDAéÃO?  [excerpted from the Report of the International Advisory Group,1993]

Em termos humanos, Macau tem sido uma experiência em coexistência e cooperação humana entre várias tradições culturais. É agora um moderno entreposto com uma distinta história de miscigenação das culturas Latina e Sínica, um portador de altas tradições tais como a Católica e a Confuciana, bem como um vivo repositório das ricas tradições das crenças religiosas Daoísta, Budista e da Mazou ( Deusa A-Ma). A Macau contemporónea é multicultural no enquadramento humano e internacional na aparência.

Macau retornou à soberania chinesa a 20 de Dezembro de 1999, depois de 450 anos da presença oficial portuguesa no território. O Português e o Chinês são as línguas oficiais a partir da transferência dos poderes. Tais manifestações «oficiais» de manutenção da singularidade e línguas de Macau reflectem sem dévida uma ampla variedade de sentimentos péblicos a favor da continuidade dessa Macau cultural. A convergência da vontade oficial e sentimento popular faculta a oportunidade de considerar a criação de uma instituição que irá focalisar a visão e concertar energias para garantir verdadeiramente a longevidade da singular personalidade histórica de Macau no contexto contemporóneo de um mundo em constante mudança. Tal instituição deverá ser formada sobre as raízes Sino-Latinas de Macau.

A história e a sociedade de Macau formam um rico veio de experiências e perspectivas transculturais do Oriente-Ocidente. É nas humanidades que o povo de Macau encontrará as suas referências no tempo e no espaço.

Devem ser despendidos esforços para atrair o mundo para vir a Macau estudar a sua história humana invulgar, com disciplinas de humanidades incluindo História, Teologia, Belas Artes, Artes Dramáticas, Arquitectura, Arqueologia, Museologia, Etnologia e Etnografia, Jurisprudência e certos tipos de Linguística, Antropologia e Sociologia.

Além do Chinês e do Português, Macau tem uma realidade multilinguística em que o Inglês e outras línguas latinas são amplamente usadas, que constitui a maior vantagem em termos da atracção dos interesses dos Europeus. Além disso, é o énico local da China onde os Europeus podem encontrar simpatia cultural, um sentimento muitíssimas vezes relegado para ambientes estritamente financeiros e de comércio.

Concluíndo, Macau é onde a China e a Europa Latina podem conduzir os seus diálogos sobre a economia, sociologia, engenharia, planeamento urbano, transporte transoceónico, e comércio. Macau é onde os académicos da Europa, China e Macau-se podem envolver em pesquisas que moldam e afectam as respectivas sociedades.