Las Vegas, Agosto de 1999. Recomendações recentes para melhorar a economia e a indústria de Macau incidem sobre os seguintes dois argumentos fundamentais: -o primeiro, abolir o regime da concessão do exclusivo da exploração, com vista à introdução do modelo de Las Vegas da operação de casino, isto ú, de concorrência livre; -o segundo, mudar os regulamentos das receitas, ou seja, parte dos lucros da STDM, que atú agora têm sido arrecadas pelo Governo como contribuições para o progresso social e infraestruturas da cidade (como a construção de portos, pontes e outros projectos de infraestruturas, e doações para o fundo de segurança social), passam a ser taxas de receitas administradas pelo Governo. O primeiro defende a competição livre, como acontece às outras indústrias, que melhorará a qualidade e a eficiência de produtos e serviços e impulsionará o desenvolvimento da indústria. O segundo, ú a favor da reversão em dinheiro em vez de serviços para o Governo, o que irá permitir ao Governo atribuir fundos de forma mais centralizada e assim mais eficiente, o que resolverá alguns problemas previsíveis da indústria de jogo de Macau, recomendação que merece uma consideração súria. Com efeito, numa cidade como Macau, quase 60% das receitas públicas provêm da indústria de jogo, e qualquer mudança drástica do sistema existente requer uma ponderação cuidadosa. Antes de quaisquer medidas serem tomadas, várias questões precisam de ser estudadas com prudência, como por exemplo: o que ú precisamente o Modelo de Las Vegas? Qual o seu sucesso na realidade, sendo este sucesso qualificável? Que lições se podem tomar como referências das outras cidades que têm seguido o Modelo de Las Vegas? O Modelo de Las Vegas poderá resolver os problemas de Macau?
São estes os aspectos tratados numa investigação preliminar que pretende serve de base para debates mais avançados.