Macau
tem uma longa tradição no papel de mediador entre o Oriente e
o Ocidente. Esta cidade-porto desempenhou um papel de importância extraordinária
como intermediária ao longo dos séculos. Durante o período
compreendido entre 1699 e 1842, todo o comércio marítimo entre
a China, sendo Cantão o centro do comércio deste país,
e o mundo ocidental teve de passar por Macau. Primeiro chegaram os navios franceses
e ingleses, a que se juntaram muitos comerciantes privados, entre outros, os
arménios e os parses vindos da Índia. Os bélgas começaram
a vir na primeira década do século XVIII, seguindo-se os holandeses
(1729), os dinamarqueses (1731) e os suecos (1732). Muitos austríacos
(prussianos) e norte-americanos (1784) chegaram mais tarde. Para os comerciantes,
Macau era a primeira paragem no caminho em direcção a Cantão.
Depois de cumprimentarem o Governador de Macau, os comerciantes costumavam solicitar
um piloto de Macau que lhes guiasse a via fluvial, além de adquirir a
permissão necessária para entrarem em Cantão.O Governo
Chinês estabeleceu um posto alfandegário para facilitar o comércio
externo. Muitos comerciantes estrangeiros residiam em Macau durante a temporada
baixa onde aguardavam a chegada dos seus navios em Agosto ou Setembro do ano
seguinte.
Este
aspecto de Macau como porta de entrada para a China, tem grande potencial
para o desenvolvimento do turismo. A MSLF tem vindo a fazer invesitgação
sobre a maneira de recriar sítios antigos e de esboçar rotas
turísticas ligadas aos tempos passados do comércio de Cantão.
No pessoal da MSLF que promove seminários sobre este tópico,
conta-se com individualidades muito bem treinadas que são conhecedoras
da história e ao longo de largos anos têm desenvolvido investigação
sobre esta época em arquivos, um pouco por todo o mundo. A MSLF continua
a empenhar-se em descobrir vias contrutivas para o desenvolvimento do turimso
histórico e reclamar o papel de Macau como porta de entrada para a
China.